Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Aguardem


Um recado para Deus

Marcelo Mayer

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Na adega de Deus

Furtaram o melhor vinho

E deixaram sobre a mesa três bilhetes

Marcaram com batom em Seu colarinho

Na sala espalharam os discos

E tragaram o charuto que o diabo esqueceu

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No jardim deram-se as mãos

Festejaram a piada de serem mulheres

Porque Deus já riu do amor que o homem criou

Elas fazem barulho, samba, bossa ‘n roll

Mas Ele não acorda - é sétimo dia

E os anjos estão ocupados com suas preces

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Elas tiram fotos, sujam cinzeiros

Divirtam-se na biblioteca, nas escadas

E colocam seus casacos porque está frio

É hora de ir embora e partindo O desejam lampejos

E ao saírem, termina-se assim o dia

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Na ressaca, Ele acorda despenteado

Para que na imbecilidade humana

Se delicie novamente com mundo inteiro

E da raiva Ele decreta no vazio a mentira

E os anjos todos exclamam - Nosso Deus

E nos três bilhetes Ele mergulha no desejo

Porque neles estavam escritos – Ela, a outra e eu

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Dia 9 de dezembro de 2009, lançamento do livro Ela, a outra e eu, de Juliana Lehmann, Lara Gay e Michelly Barros.

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Ela, a outra e eu

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Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Sobre um ano novo


A versão dela

......Pedro chegara havia algumas horas. Depois do banho demorado e pensativo me olhei no espelho. Queria ousadia. Escolhi um vestido, brincos e me prendia na maquiagem. Mas odiei tudo! Porque não seria eu. Queria ser eu, uma mulher, sem fantasia, sem máscara e com a beleza que Deus, diabo ou qualquer instituição divina me deu. Queria estar pura para hoje. Escolhi uma blusa regata, sandália praiana e um short. Coloquei um brinco discreto só para não dizer que tive meu momento mulherzinha. Liguei para um táxi e enquanto ele não vinha, Maria Bethânia e Chico Buarque tocavam em minha vitrola.
......Cheguei no hotel em que Pedro estava. Identifiquei-me e peguei o elevador. A ascensorista me perguntou o andar e apenas comentou o calor que fazia. Respondi com a cabeça porque a ansiedade era quase um delírio. Foi o corredor mais longo de minha vida. Apartamento 121 e vamos lá! Pedro, com seu cigarro na mão, abre a porta e me sorri. Daqueles sorrisos sem palavras. Ele estava como exigia o seu próprio figurino: camisa listrada, jeans, barba por fazer, um óculos redondo e o cabelo um pouco bagunçado. Me convidou para entrar. Naquele instante em que o tempo quase parava reparei no violão jogado, um caderno com anotações, o cinzeiro cheio e um cheiro de boêmia na sala. Ele parecia tenso e me ofereceu água, cerveja. Estava com sede, sede dele e lhe pedi um abraço. Um abraço forte, daqueles que sua mão me prendia em meus cabelos e um beijo tímido no rosto que me deu suspiros violentos de meu desejo ao vê-lo.
......Parecíamos dois velhos relatando as burrices de nossa própria existência. Riamos das besteiras que fazemos da vida uma piada de Deus. Riamos. Falávamos de música, cinema, piadas momentâneas e até de sua paixão pelo Corinthians. Ele ria de meu sotaque e me maravilhava no seu sorriso. Era incrível como ele fumava um atrás do outro. Isto mostrava insegurança? Não! Parecia que queria me dizer algo, mas seus tragos o calavam toda vez que parecia desejar algumas palavras.
......Me convidou para a varanda. A vista do mar estava bela. Me contou o quanto nunca a praia foi atraente, mas naquele momento era completo, porque eu o completava. Puxou o violão e dedilhou uma música dos Beatles que se chama Julia, meu nome. Puxou um samba de Caymmi e Cartola, depois foi do blues a Mutantes. O que me fascinou foram seus olhos enquanto tocava Sérgio Sampaio. Aquele cara parecia traduzir muito bem toda sua trajetória e desejo naquele momento. Creio que era o final da melodia e o interrompi. Voltei para o quarto, peguei em minha bolsa um presente. Sorrindo, pedi para que ele abrisse somente a poucas horas do ano novo. Acendeu um cigarro e me prometeu o que eu havia lhe pedido.
......Precisava ir embora. Sorri e dei-lhe um beijo no rosto. Daqueles que não vou esquecer e que em minha cama eu me vestirei de desejo e saudade. O abraço seria minha fantasia daquela noite a diante. O corredor mais uma vez parecia longo demais. E desta vez maior ainda. O elevador chegou e me despedi com um sorriso e palavras que ansiei naquele momento. Em casa me perguntei se ele abriu o presente, se ele está fumando. E pior ainda: por que não insistiu em para eu ficar mais um pouco? Por que não me roubou um beijo que me fizesse sentir uma poetiza, uma mulher sem fantasia. Minha resposta é porque um poeta precisa morrer de amor, mas meu presente vai sufocá-lo e aquele caderno jogado com anotações se transformará em um telefonema na madrugada. E ouvirei silenciosamente e feliz, “saudades”.

continua...

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Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Um chopps e dois pastel


Bom dia São Paulo

Marcelo Mayer

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Fato! É cinza

Não há flores nem cores em sua beleza

O bêbado fica na bamba

O engravatado faz piada

E o solitário chora o sangue que ama

Nas esquinas, o poeta que poema

A ruiva que festeja

O tocador e sua tristeza que me derrama

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Tia Augusta me leva para passear

Me apresenta Angélica

Me explica o que é consolação

Me pede para chorar com Maria Antônia

Cantar com Madalena

E brindar com João

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Encontro barulho e um samba que me entoa

Vozes, sorrisos e beijos que me calam

Avenidas limpas que me afasto

Ruas sujas que me sobrevivo

O vinho em que me desgasto

E uma cerveja à toa

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Mais um trago

E uma cidade de ponta cabeça

As ruas com postes quebrados

Bagunça nos ralos, chinelos descalços

Uma pronúncia em cada esquina

Um sorriso fingido, uma água suja

É a cidade enrugada em que eu me enlaço

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São Paulo é de Paulo

Não é de santo, é de Tom Zé

Do baiano e do sanfoneiro

Do britânico frustrado e homens com salto

É de Pedro, Marcelo, Diego e tantos outros Zés

É do caipira, do cachaceiro

Do chinelo improvisado à dialética de meu receio

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E agora José?

Com a festa, você acabou

Meu cigarro você apagou

São Paulo é suja por sua generosidade

É prostituta por sua própria fé

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Estudantes, uni-vos!


......Parabéns, meu caro. Você é a personificação do estudante do Brasil. Você enterrou e cuspiu na cova de estudantes sérios, que não cursam simplesmente, mas ousam em querer aprender. Você é o retrato desse povo que frequenta uma universidade e faz com que a melhor aula seja uma micareta repleta de cachorros e putas da qual você e um bando de babacas julgaram. Dizer que sua atitude e de seus coleguinhas de sala foi exemplar foi me dar um tapa na cara por me sentir fazer parte de uma classe estudantil da qual me envergonho. Realmente, exemplar. Um exemplo para todos verem quem são hoje os estudantes deste país. Você, meu camarada, não me venha com discursos contra hipocrisia porque você contribui para que ela seja a sua identidade. Você, que levanta o discurso para a liberdade, julgou uma garota que estava no direito dela e usava uma saia que sua própria namorada (acredito que você não tenha, nem mesmo uma prostituta o suportaria) usa. Confesso que me deu vontade de chutar na sua boca quando afirmou que sua atitude e a de outros foi um ato de educação para todos os jovens. Você, seu babaca, me chamou de conservador. Por quê? Por que eu não chamo uma garota de puta? Por que não tento arrombar a porta para passar a mão em alguém? Por que eu não atormento quem está no direito de liberdade? Eu só não te chamo de filho da puta porque elas têm mais dignidade e moral do que você e sua galerinha que contam os dias para chegar o “carnafacul” ou aqueles cruzeiros estudantis. Aliás, você julgou aqueles jovens estudantes que há três anos embebedaram a menina em um cruzeiro universitário e ela morreu na viagem de formatura? Não me venha também com discurso contra o ensino universitário e muito menos sobre a reforma estudantil, porque se você não sabe separar geração Woodstock de comunismo, meu amigo, volte para o berçário. Agora, cabe a instituição de ensino tomar uma atitude caso o traje de alguém não ser adequado ao ambiente. Despeço-me por aqui. Enquanto eu vou ao bar beber e dar risadas com amigos, após uma boa leitura ou uma boa aula de comunicação social, você vai se masturbar pensando na garota que chama de puta. Vá se foder, otário! E leve junto toda sua turminha.

......Se você, leitor deste blog, concorda comigo, é porque se sentiu ofendido também com as atitudes dos alunos da UNIBAN. Se não concorda, assista o vídeo. Se você assistiu e continuar discordando me desculpe, mas te considero desta mesma laia. Sou a favor da liberdade de expressão e discordância em relação ao que penso, mas também tenho o direito de colocar na mesma lata de lixo quem pensa igual a este rapaz e o seus amiguinhos inseparáveis.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Marcha para um sentimento em cinzas




Distância psicodélica

Marcelo Mayer

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Meu oposto te enobrece

Distância que me cala

Distância que me exalta

Foto e cigarro porque não paro

Pensamentos, dúvidas

O poema nunca enviado

Porque ele me entristece

Apaixono-me por cada palavra

Que da mentira que me faço

Torno-me a ti, apaixonado

Mesmo que um poema seja uma atéia prece

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Assim me faço poeta

Faço-me da raiva que não possuo

Porque tu foste minha cobiça

E rabiscos eu não mais te escrevo

E daquele elepê que eu risquei

O mesmo samba entoa o meu cortejo

Porque de meu luto não te mandarei flores

E a cinza que sobra de meu ódio – não me nega

Porém, em meu testamento te incluo

E no rodapé assino – desejo

E quando alguém recitar este poema

tu chorarás quieta

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Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Bons de briga



Sim, porque eles são fodas! Bom de briga! Difícil bater neles. Não estou aqui para divulgar as músicas mais pops deles porque isso a mídia já faz e muito. Tal medida, faz com que até um certo preconceito a eles se torne real. Porque muita gente tem na cabeça os Beatles com terninho e gravata cantando “I Love you”. Estou aqui com esta lista para, quem quiser conhecer os Beatles em sua essência. Não optei usar músicas de conhecimento popular, justamente para mostrar quem são os Beatles, de fato. Alguns podem pensar “ele esta querendo mostrar que conhece coisas do fundo do baú”. Se eu quisesse me achar o cara do fundo do baú eu não estaria divulgando, porque isto deve se tornar popular e como dizia Sérgio Sampaio: lugar de música é no rádio. A seleção foi difícil e confesso que falta muita coisa. Perceberá a incrível evolução do iê-iê-iê ao psicodelismo para o pré-progressivo e para músicas mais conceituais. A evolução é tamanha influência para tudo o que você ouve hoje. Suas bandas prediletas estão todas ai. Sem exagero.

Isto me faz lembrar o episódio em que Sean Lennon, filho de John Lennon, depois de elogiar e remasterizar o disco Technicolor dos Mutantes, perguntou a Sérgio Dias e Arnaldo Baptista qual era a principal influência da banda. Sérgio Dias delicadamente respondeu: olhe sempre para o espelho. Está na sua cara.

No início de cada parte deste post há um link para baixar todas essas obras. Quem já ouviu se delicia se novamente. Quem não ouviu, ouça. Se gostar vá atrás da discografia porque não irá se arrepender. Se ouviu e não gostou, ouça de novo. "Se não funcionar, o problema está em você, não nos Beatles". já dizia meu amigo Pedro.

Colaboração de Fábio Mayer Kafrouni


PARTE I – ternos, garotas e gravatas

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01 - Please Please Me - 1963

Para aqueles que acham a música sem energia. Sérgio Sampaio concorda comigo.

02 – There’s a Place - 1963

Para aqueles que acham que Beatles sobrevivem somente de iê-iê-iê.

03 – It Wont Be Long – 1963

Para aqueles que acham que eles não sabiam usar cadências eólicas e acordes dissonantes.

04 – All I’ve Got To Do – 1963

Para aqueles que só acham existir músicas românticas sem sentido.

05 – This Boy – 1964

Para aqueles que não sabem o que é unir o útil ao agradável.

06 – I Call Your Name – 1964

Para aqueles que acham que música sobre amor deve ser uma balada.

07 – When I Get Home – 1964

Para aqueles que acham que o iê-iê-iê não tem peso.

08 – Tell Me Why - 1964

Para aqueles que acham que o iê-iê-iê não casa com jazz.

09 – Any Time At All – 1964

Para aqueles que acham que o iê-iê-iê não pode ser punk

10 – Things We Said Today -1964

Para aqueles que acham ser impossível uma balada ter um swing.

11 – No Reply – 1964

Para aqueles que acham que os Beatles não sabiam brincar com os acordes.

12 – What You’re Doing – 1964

Para aqueles que acham que os Beatles não sabiam brincar com os acordes parte dois.

13 - I Don't Want To Spoil The Party – 1964

Para aqueles que acham que folk é só Bob Dylan e Johnny Cash.

14 - You've Got To Hide Your Love Away – 1965

Para aqueles que pensam ser uma música do Pearl Jam.

15 – Yes it Is – 1965

Para aqueles que acham que dizer “sim” é só subir numa escada e se apaixonar (ok! Piada interna)

16 – The Night Before – 1965

Para aqueles que acham a musicalidade dos Beatles se limitava no maldito iê-iê-iê.


PARTE II – experimentações analógicas, diversidades e LSD.

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17 – Drive My car – 1965

Para aqueles que acham Beatles seja uma banda sem guitarra.

18 - If I Needed Someone – 1965

Para aqueles que acham que George Harrison era um compositor de uma música só.

19 – Nowhere Man – 1965

Para aqueles que acham que os Beatles são sabiam jogar ai burrice e ignorância humana em nossa cara.

20 – The Word – 1965

Para aqueles que ainda insistem em não ouvir peso nas melodias.

21 – Michelle – 1965

Para aqueles que acham que Beatles tocam mal.

22 – In My Life – 1965

Para aqueles que ainda não encontram uma música que defina a saudade.

23 – Rain – 1966

Para aqueles que acham que a cozinha dos Beatles era péssima.

24 – Taxman – 1966

Para aqueles que acham que Beatles não sabiam solar.

25 – She Said She Said – 1966

Para aqueles que acham que Beatles são somente paz e amor.

26 – And Your Bird Can Sing – 1966

Para aqueles que acham que Beatles não sabiam solar – Parte II

27 – I’m Only Sleeping – 1966

Para aqueles que acham que uma balada não pode ser psicodélica.

28 – Doctor Robert – 1966

Para aqueles que acham que guitarra base é só um coadjuvante.

29 – Tomorrow Never Knows – 1966

Para aqueles que acham que Rave é a coisa mais moderna que existe.

30 – Love You Too – 1966

Para aqueles que falam cítara e não citar, o correto. Cítara é um instrumento grego.

31 – Getting Better - 1967

Para aqueles que não sabem diferenciar solos de acordes ou riffs.

32 – She’s Leaving Home – 1967

Para aqueles que acham que Beatles não sabiam tocar na ferida.

33 - Being For The Benefit Of Mr. Kite! – 1967

Para aqueles que acham a banda Teatro Mágico inovadora e que cria novidades.

34 - When I'm Sixty-Four – 1967

Para aqueles que acham que Los Hermanos são pioneiros em arranjos de metais.

35 – Sgt Pepper’s (reprise) – 1967

Para aqueles que acham Beatles uma banda sem distorção alguma.

36 – A Day In The Life - 1967

Um verdadeiro orgasmo sinfônico.

37 - Strawberry Fields Forever – 1967

Para aqueles que acham que Lennon não escrevia sobre nós mesmos.

38 – Penny Lane – 1967

Sabe aquele arranjo ao vivo de Conversa de Botas Batidas dos Los Hermanos? Então, saiu daí.

39 – Magical Mistery Tour – 1967

Para aqueles que acham que psicodelismo é só barulho e guitarras desafinadas.

40 – The Fool On The Hill – 1967

Sabe o Clube da Esquina? Eles bebiam aqui.

41 – I Am The Warlus – 1967

Para aqueles que acham que Radiohead é a banda mais moderna do mundo.


PARTE III (em duas partes) – cada um na sua

Download Parte 1

Download Parte 2

42 – Old Brow Shoe – 1968

Para todos aqueles que pensam em Harrison como um guitarrista mediano e de pouca inspiração.

43 – You Know My Name – 1968

Para aqueles que acham que Beatles não tinham diversidade. Todos os ritmos que imaginar numa música só.

44 – Back In The USSR – 1968

Para aqueles que acham que os Beatles não sabiam contestar.

45 – Dear Prudence – 1968

Para aqueles que acham que nenhuma música dos Beatles nos coloca pra cima.

46 – Glass Onion – 1968

Para aqueles que pensam nos Beatles como eternos amigos. E uma cuspida na cara dos beatlemaníacos mais chatos.

47 – Blackbird – 1968

Para quem acha que eles não sabiam ser simples e geniais ao mesmo tempo.

48 – Julia – 1968

Para aqueles que acham músicas dedilhadas coisa de erudito e não popular.

49 – Rocky Racoon – 1968

Faroeste Caboclo? Não conheço... é bom?

50 – While My Guitar Gently Wheeps – 1968

Para aqueles que acham os Beatles com solos bobos e nem intuição alguma.

51 – Happiness is a Warm Gun – 1968

Sabe o que é um progressive? Não? Ouça!

52 – I’m so Tired – 1968

Para aqueles que acham que ficar em depressão é frescura.

53 – Birthday – 1968

Para aqueles que querem inovar no dia de seu aniversário.

54 – Yer Blues – 1968

Para aqueles que acham que blues deve ser calmo, e não pesado, com ira.

55 - Everybody's Got Something To Hide – 1968

Para aqueles que acham que tocar Beatles é fácil.

56 – Helter Skelter – 1968

Para aqueles que acham que o Heavy Metal surgiu no final dos anos 70.

57 – Honey Pie – 1968

Para aqueles que não sabem diferenciar um jazz de um stand.

58 – Revolution #1 – 1968

Para aqueles que acham que blues é somente sobre melancolia.

59 – Revolution (single) - 1968

Sabe o punk? Então!

60 – Pepperland – 1968

Quem disse que eles não faziam música clássica?

61 – Hey Bulldog – 1968

Para aqueles que não percebem a genialidade de McCartney como baixista e de Lennon como guitarrista.

62 – I’ve Got a Feeling – 1969

Quem disse que duas músicas não podem se tornar uma coisa só?

63 – Two of Us – 1969

Para aqueles que acham o country coisa de caipira e cowboy corno.

64 – Dig a Pony – 1969

Para quem acha que eles eram caretas e nada irônicos.

65 – Across The Universe – 1969

Para quem acha que transcender basta fumar uma maconha e meditar, né?

66 – I Me Mine – 1969

Para quem acha que valsa deve ser apenas com um quarteto de cordas.

67 – Oh! Darling – 1969

Para quem acha que a melhor música sobre o amor é do NX Zero ou qualquer porcaria de franjinha.

68 – I want You (She’s So Heavy) – 1969

Como fazer quatro ritmos com apenas um verso. A Música mais longa e também a mais tensa. O riff mis sombrio que tenho conhecimento. E para aqueles que não percebem a genialidade de McCartney como baixista e de Lennon como guitarrista – parte II

69 – You Never Give Me Your Money – 1969

De novo: sabe o que é rock progressivo? Então!

70 – Sun King – 1969

Para aqueles que acham a calmaria é o inimigo do rock.

71 - Mean Mr Mustard – 1969

Quer outra ironia cuspida na nossa própria cara? Então lá vai!

72 - Polythene Pam – 1969

Para aqueles que não consideram Beatles uma banda de rock.

73 - She Came In Trough The Bathroom Window – 1969

Para aqueles que têm pseudo-intelectuais que discutem a harmonia e deixam de ouvir a música.

74 – Golden Slumbers – 1969

Para aqueles que não prestam atenção na música. Só ouvem por ouvir.

75 - Carry That Weight – 1969

Sabe essas mudanças de melodia que as bandas atualmente levantam a bandeira como conceitual? Pois é!

76 – The End – 1969

Para aqueles que acham que duelos de guitarras só foram surgir com o Heavy vestido de mulher dos anos 80.

Bônus Track

77 – And Your Bird Can Sing (take 2)

Para quem acha que os Beatles eram caretas. Sim! Eles também gravavam chapados. Basta ouvir.

NOTA

Da música 69 a 76 deve-se ouvir na sequência, pois se trata de um medley, ou no português claro: um pot-pourri.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Microconto #02 e #03

Terra da Garoa

......Pedro andava pela Avenida Paulista, chovia e resolveu acender um cigarro. Um fiscal o aborda com uma multa. Estava fumando com o guarda-chuva aberto.

Ministério da Saúde

......Pedro assistia o GP da Malásia de F1 tranquilamente com sua coca-cola e um pacote de bolacha, quando a propaganda é anunciada: “Fumar é prejudicial à saúde”. Pedro se levanta, pega o maço e acende um cigarro.